A imperatriz da Paulicéia mostrará através do seu enredo, uma história lúdica que tem como tema principal fazer um paralelo entre o universo das escolas de samba com algumas questões comportamentais da nossa sociedade.
Com o tema ‘‘Eu queria que essa fantasia fosse eterna’’, partimos do princípio de como seria o mundo se ele fosse regido pelas leis inclusivas, de valorização do espírito coletivo, de respeito e de alegria que regem uma escola de samba.
Ressaltamos, que nesse mundo não teria espaço para qualquer tipo de preconceito ou discriminação, visto que nas escolas de samba, qualquer pessoa pode fazer parte, independente da sua orientação de gênero, cor, religião ou situação financeira. É um espaço onde todos convivem em perfeita harmonia e que embora vivam no coletivo, têm suas individualidades respeitadas.
Neste mundo, o mesmo tratamento respeitoso que as escolas dão as suas respectivas velhas-guardas, onde os mesmos são admirados pela sabedoria e ocupam lugar de destaque, seria o modelo a ser seguido nas questões relacionadas ao etarismo.
Paralelo à isso, as crianças viveriam e cresceriam num ambiente de alegria, de aprendizado e com todos os seus direitos básicos garantidos, assim como são tratadas nas quadras das escolas de samba.
Não importa se você é do amém ou se é do axé, a tolerância religiosa é uma das principais bandeiras desse mundo.
Aqui a tradição é preservada, baianas, mestre-salas e porta-bandeiras seriam os grandes responsáveis por guardar e deixar as nossas origens sempre em evidência, bem como a comissão de frente, que ficaria com a responsabilidade de apresentar as maravilhas do nosso mundo aos visitantes e convidados.
Nesse mundo, a bandeira oficial seria o pavilhão de nossa escola, o hino seria um samba enredo regido pela ala musical e cantado bem alto por todos, que viveriam uma espécie de êxtase diário, causado pelo rítmo contagiante da nossa bateria.
Toda a alegria e criatividade do nosso povo, seria evidenciado pelas alegorias e fantasias, que desfilariam diariamente numa linda passarela, que seria uma espécie de ponto de encontro, um lugar democrático, onde extravasar a alegria, seria a única lei.
Esse mundo seria tão encantador, que deixaria qualquer amante do carnaval com vontade de viver nele, como sonho bom que gostaríamos que nunca acabasse. afinal... quem não gostaria que essa fantasia fosse eterna?